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Primeiro quadrimestre do ano registra queda nos crimes de furto (29%) e roubo (37%) em Paranaíba

LUIS VILELA

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Paranaíba (MS) – O 13º Batalhão de Polícia Militar, unidade integrante do Comando de Policiamento de Área 2, nesta quinta-feira (04), apresentou os dados relativos aos crimes de furto e roubo, que ocorreram no mês de janeiro a abril de 2023 em Paranaíba, comparado com o mesmo período do ano passado, em 2022, registrando uma queda considerável nos crimes contra o patrimônio no município. Veja mais informações!

De acordo com dados extraídos do Sistema Integrado de Gestão Operacional (Plataforma SIGO), os índices diminuíram tanto nos casos de furto, quando ocorre a subtração de algo alheio sem usar de violência, quanto nos casos de roubo, quando a subtração se dá por meio de violência ou grave ameaça.

Os furtos registrados somaram 198 no total, o que equivale a um índice de redução de 29%, aproximadamente, em relação ao quantitativo do ano de 2022, quando houve 278 furtos.

Já nos casos de roubos, de janeiro a abril de 2023 somaram 5 no total, o que equivale a um índice de redução de 37%, aproximadamente, em relação ao quantitativo do ano de 2022, quanto tiveram 8 roubos.

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Este resultado da redução dos índices criminais se deve a integração existente entre as Forças de Segurança Públicas locais, Polícia Militar e Polícia Civil, contando sempre com o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário nas ações realizadas para prevenir e reprimir a prática de crimes.

“Costumo dizer que a engrenagem do sistema público tem que rodar bem, tem que funcionar, em perfeita sintonia entre todos os órgãos envolvidos, para que possamos conseguir os melhores resultados que buscam o estabelecimento da ordem e da paz social para a nossa população, que tanto necessita. A palavra chave é integração! Reuniões e diálogos são imprescindíveis para o planejamento de ações. Aproveito para parabenizar a nossa tropa do 13° BPM, pela dedicação, empenho e responsabilidade pelos resultados alcançados, através das abordagens, prisões e apreensões realizadas. Parabenizo também, na pessoa do Dr. Lúcio Fátima da Silva Barros, Delegado Regional, todos os integrantes da Polícia Civil que realizam a atividade de investigação criminal no município.” Comentou o Comandante da PM – Tenente Coronel Paulo Ribeiro dos Santos.

No ano passado, em 2022, o segundo semestre teve redução de 22% nos crimes de furtos, comparado com o primeiro semestre daquele ano. Agora, neste ano a Polícia Militar intensificou ainda mais o policiamento ostensivo em locais com maior incidência de crimes, em locais vulneráveis como os acessos à cidade e locais apontados pelos cidadãos de Paranaíba/MS, e continuará atuando de forma estratégica, para continuar proporcionando um ambiente mais seguro para a nossa população.

Publicado por: WALTER LACERDA DE LIMA

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Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.

Cidade

1º Gincana do Dia dos Pais promete uma tarde de muita diversão para toda a família em Paranaíba

LUIS VILELA

Publicado

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No próximo dia 8 de agosto, das 14h às 19h, o Centro de Eventos Carnaíba será palco da 1ª Gincana do Dia dos Pais, um evento especial preparado para fortalecer os laços entre pais e filhos por meio de brincadeiras, esporte e lazer.

A programação contará com diversas atrações para todas as idades, incluindo gincanas, futevôlei, vôlei de praia, beach tennis, futebol society em gramado sintético, brinquedos infláveis, show, além de pipoca, algodão-doce e um ponto de vacinação para a população.

Será uma tarde repleta de alegria, integração e momentos inesquecíveis para toda a família.

A realização é da Prefeitura de Paranaíba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com o apoio das Secretarias Municipais de Saúde, Educação , Esportes, Obras, Governo, Assistência Social, Meio Ambiente e do DEMUTRAN.

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Chame a família e venha brincar com a gente!

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Cidade

Educação abre Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária

LUIS VILELA

Publicado

em

A Secretaria Municipal de Educação informa que estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado nº 09/2026, Edital nº 01/2026/SEMED, destinado à contratação temporária de profissionais para atender às necessidades da rede municipal de ensino.

As oportunidades são para os seguintes cargos:

• Monitor – Profissional de Serviços de Apoio para Educandos Público-Alvo da Educação Especial;
• Serviços Gerais Masculino;
• Serviços Gerais Feminino;
• Cozinheiro;
• Motorista do Transporte Escolar.

As inscrições serão realizadas das 7h do dia 06 de agosto de 2026 até às 13h do dia 09 de agosto de 2026, exclusivamente online pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScme_uKUqj3c_EyE8hPQ8hSO5L6x89sowd1vIRB0rjf_pn-Pw/viewform?usp=dialog

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Os interessados devem ficar atentos ao período de inscrição e às demais informações previstas no edital, como requisitos, documentação exigida e etapas do processo seletivo.

Confira o Edital: clique aqui.

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Cidade

Relatório elaborado 6 anos atrás já apontava PCC estruturado em 16 cidades de MS

LUIS VILELA

Publicado

em

Anos antes de as facções criminosas voltarem ao centro do debate sobre segurança pública em Mato Grosso do Sul, investigação sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) mostrou uma estrutura organizada e distribuída por “corredor” que cortava o Estado de norte a sul, cruzando diferentes regiões e atingindo, pelo menos, 16 cidades.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O material analisado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) revelou o que hoje é amplamente falado, o nível de organização da facção, que não apenas cadastrava seus integrantes, mas também registrava cidades de atuação, funções internas, números de matrícula, apelidos, datas de ingresso, passagens pelo sistema penitenciário, punições e dívidas.

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As informações estavam em planilhas eletrônicas encontradas apenas em um telefone celular apreendido em 7 de julho de 2020, durante o cumprimento de mandados da Operação Ponto Cego. O aparelho estava com uma mulher investigada por ligação com a organização criminosa e teve o conteúdo acessado com autorização judicial.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), as planilhas reuniam 426 cadastros atribuídos a integrantes do PCC. Depois de cruzar os registros com bancos de dados policiais e penitenciários, os investigadores afirmaram ter identificado 110 membros da facção, vários deles em posições de liderança e atuantes em diferentes regiões sul-mato-grossenses.

Desse grupo, 100 pessoas foram incluídas em denúncias apresentadas à Justiça. O Ministério Público dividiu os acusados em dez ações penais, com dez nomes em cada uma, sob o argumento de que um único processo contra todos poderia comprometer a tramitação e prolongar a instrução criminal.

No mapa, pontos mostram o corredor do PCC identificado pelo Gaeco em 2020

Cadastro – As fichas funcionavam como uma espécie de prontuário interno. Cada integrante podia ser identificado pelo nome, codinome, matrícula, data de “batismo”, padrinhos, cidade de origem e município onde atuava.

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As planilhas também registravam o bairro, as unidades prisionais pelas quais a pessoa havia passado, as últimas funções exercidas, o cargo atual, eventuais punições e valores devidos à organização.

No vocabulário empregado nos registros, a cidade de atuação era chamada de “quebrada atual”, enquanto os presídios apareciam como “faculdades”. O “batismo” indicava a entrada formal do integrante na facção.

O nível de detalhamento mostra que o grupo buscava acompanhar a movimentação de seus membros dentro e fora das prisões. Mais do que uma relação de nomes, o material apresentava uma estrutura com divisão de tarefas, circulação de informações e responsáveis por diferentes territórios.

Não significa, porém, que todas as informações das planilhas tenham sido automaticamente comprovadas. Elas foram usadas pelo Ministério Público como parte do conjunto de indícios, ao lado de registros policiais, dados penitenciários e outras informações.

As defesas contestaram a acusação e sustentaram, em manifestações posteriores, que cadastros e consultas a sistemas oficiais não bastariam, isoladamente, para justificar condenações.

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Homem preso em 2020, durante a pandemia, na operação realizada contra o PCC (Foto: Arquivo)

Disciplina e comando regional – Entre as funções mencionadas no documento nada mudou até hoje. Aparecem “disciplina”, “geral da cidade”, “geral do interior”, “salveiro da disciplinar” e postos ligados a determinadas regiões.

O setor chamado de “disciplina”, conforme a acusação, era responsável por fiscalizar o comportamento dos integrantes e cobrar o cumprimento das regras da facção. Pessoas identificadas nesse núcleo exerciam influência sobre outros membros e participavam do controle interno da organização.

Os “salveiros” eram responsáveis pela transcrição, transmissão e preservação dos “salves”, como eram chamados os comunicados internos. Um dos denunciados foi apontado como integrante do “Salveiro da Disciplinar Rota Norte”, o que indica a existência de comunicação organizada entre integrantes de municípios distintos.

Também aparecem funções como “disciplinar Conesul”, “salveiro da disciplinar regional Conesul” e “geral do interior de MS”. Em um dos casos, Leonardo Estevo, conhecido pelos apelidos “Beiço” e “Don Ruan”, foi apontado como ocupante dessas posições e como integrante da estrutura regional da facção.

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Em manifestação juntada posteriormente ao processo, o próprio acusado confirmou em juízo que integrou o PCC durante alguns meses de 2017 e que foi “batizado” em Mundo Novo.

Presença – Os cadastros mencionam integrantes vinculados a municípios de diferentes regiões, como Campo Grande, Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Aquidauana, Corumbá, Dourados, Nova Alvorada do Sul, Deodápolis, Ivinhema, Naviraí, Itaquiraí, Mundo Novo, Eldorado, Fátima do Sul e Ponta Porã.

Em alguns registros, o integrante era relacionado diretamente ao comando de uma cidade ou região. Em outros, aparecia como responsável pela disciplina de determinado município, bairro ou eixo territorial.

A distribuição dos cargos indica que o PCC procurava organizar sua presença para além de Campo Grande e dos grandes presídios. O mapa incluía cidades da fronteira, do Cone Sul, da região norte e do interior, áreas que têm características distintas, mas importância para a circulação de pessoas, drogas, armas e informações.

O documento, entretanto, retrata o cenário identificado durante uma investigação iniciada em 2020. Ele não permite afirmar, sozinho, que a mesma estrutura, com os mesmos integrantes e funções, permaneça intacta em 2026.

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O que o material demonstra é que, há pelo menos cinco anos, investigadores já apontavam uma rede com funções territoriais e administrativas espalhada por Mato Grosso do Sul.

DOF era mais um braço da ação que envolveu policiais contra facções (Foto: arquivo)
Estrutura – As unidades penitenciárias ocupam espaço relevante nos cadastros. Vários integrantes teriam passado pelo “batismo” enquanto estavam presos, especialmente na Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, na Penitenciária Estadual de Dourados e na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí.

Documentos anexados posteriormente ao processo apontaram ainda que o Raio 2 da Penitenciária Estadual de Dourados concentrava presos considerados integrantes, ex-integrantes ou simpatizantes do PCC.

A presença das unidades nas fichas mostra que a passagem pelo sistema penitenciário era acompanhada pela organização. O material não autoriza concluir que todos os presos dessas alas fossem membros ativos, mas reforça que os presídios faziam parte da lógica de identificação e circulação interna usada pela facção.

A retomada do debate sobre o poder das facções em Mato Grosso do Sul levanta uma pergunta inevitável: o que hoje é percebido como avanço territorial representa uma expansão recente ou a exposição de uma estrutura montada há anos?

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O relatório não responde sozinho. Para medir o cenário atual, seria necessário comparar os dados da investigação com informações atualizadas das forças de segurança, do Ministério Público e da administração penitenciária.

Ainda assim, as planilhas revelam que a organização territorial não nasceu agora. Quando o assunto voltou às manchetes em 2026, o Estado já carregava um diagnóstico antigo: o PCC havia criado um sistema próprio para cadastrar pessoas, distribuir responsabilidades, transmitir ordens e acompanhar integrantes em várias cidades sul-mato-grossenses.

Sentença – A reportagem localizou sete das dez ações penais abertas contra os chamados “100 do PCC”, investigados e denunciados a partir de 2022. Os processos tramitaram na 6ª Vara Criminal de Campo Grande e tiveram sentenças proferidas entre agosto de 2023 e maio de 2025.

Nas sete ações consultadas, 50 réus foram condenados por integrar organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Outros 19 tiveram os processos suspensos, principalmente porque não foram localizados após a citação por edital, e um teve a punibilidade extinta em razão da morte.

A reportagem não encontrou as outras três ações e, por isso, não conseguiu atualizar a situação de 30 dos 100 denunciados.

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As penas variaram de 3 anos e 6 meses a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. A maior parte dos condenados recebeu regime inicial fechado, além do pagamento de multa.

A maior pena identificada no levantamento foi aplicada em setembro de 2023 e chegou a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. Entre os condenados nesse processo estavam Antônio Carlos Portelli e Jinaldo Lopes da Silva Neto, apontados como integrantes com funções de comando na organização.

Em março de 2025, diferentes sentenças aplicaram penas de 6 anos, 10 meses e 14 dias de reclusão a réus como Evanilson Mendonça de Matos, Bruno Dias da Costa e Erick Vilela da Silva.

Na decisão mais recente, de 19 de maio de 2025, a mesma pena foi imposta a integrantes apontados como responsáveis por funções de comando, entre eles Everton Luís da Silva Rezende, João Batista Aguiar Galdino e Luiz Fernando Ferreira. Em todos os casos ainda cabe recurso das condenações.

As decisões descrevem uma estrutura hierarquizada, com integrantes responsáveis pelo comando do grupo e por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, roubos e homicídios. As condenações analisadas, porém, ocorreram principalmente pelo crime de integrar organização criminosa.

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