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Cidade

Homem morre após atropelamento no Bairro Daniel V em Paranaíba

LUIS VILELA

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Na madrugada deste sábado (09), a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de atropelamento no Bairro Daniel V, em Paranaíba-MS. No local, a equipe constatou que um homem havia sido atingido por um veículo de carga em uma via sem pavimentação e sem iluminação pública. O Corpo de Bombeiros compareceu ao local e constatou o óbito da vítima. De acordo com as informações apuradas inicialmente, o condutor do veículo permaneceu no local, acionou imediatamente a Polícia Militar e colaborou com os procedimentos realizados pelas autoridades. A perícia técnica esteve presente e realizou os levantamentos necessários para apuração das circunstâncias do fato. O motorista foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais, sendo submetido ao teste de etilômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool. As circunstâncias do ocorrido serão apuradas pelas autoridades competentes. titulos

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Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.

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Cidade

1º Gincana do Dia dos Pais promete uma tarde de muita diversão para toda a família em Paranaíba

LUIS VILELA

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em

No próximo dia 8 de agosto, das 14h às 19h, o Centro de Eventos Carnaíba será palco da 1ª Gincana do Dia dos Pais, um evento especial preparado para fortalecer os laços entre pais e filhos por meio de brincadeiras, esporte e lazer.

A programação contará com diversas atrações para todas as idades, incluindo gincanas, futevôlei, vôlei de praia, beach tennis, futebol society em gramado sintético, brinquedos infláveis, show, além de pipoca, algodão-doce e um ponto de vacinação para a população.

Será uma tarde repleta de alegria, integração e momentos inesquecíveis para toda a família.

A realização é da Prefeitura de Paranaíba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com o apoio das Secretarias Municipais de Saúde, Educação , Esportes, Obras, Governo, Assistência Social, Meio Ambiente e do DEMUTRAN.

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Chame a família e venha brincar com a gente!

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Cidade

Educação abre Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária

LUIS VILELA

Publicado

em

A Secretaria Municipal de Educação informa que estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado nº 09/2026, Edital nº 01/2026/SEMED, destinado à contratação temporária de profissionais para atender às necessidades da rede municipal de ensino.

As oportunidades são para os seguintes cargos:

• Monitor – Profissional de Serviços de Apoio para Educandos Público-Alvo da Educação Especial;
• Serviços Gerais Masculino;
• Serviços Gerais Feminino;
• Cozinheiro;
• Motorista do Transporte Escolar.

As inscrições serão realizadas das 7h do dia 06 de agosto de 2026 até às 13h do dia 09 de agosto de 2026, exclusivamente online pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScme_uKUqj3c_EyE8hPQ8hSO5L6x89sowd1vIRB0rjf_pn-Pw/viewform?usp=dialog

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Os interessados devem ficar atentos ao período de inscrição e às demais informações previstas no edital, como requisitos, documentação exigida e etapas do processo seletivo.

Confira o Edital: clique aqui.

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Cidade

Relatório elaborado 6 anos atrás já apontava PCC estruturado em 16 cidades de MS

LUIS VILELA

Publicado

em

Anos antes de as facções criminosas voltarem ao centro do debate sobre segurança pública em Mato Grosso do Sul, investigação sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) mostrou uma estrutura organizada e distribuída por “corredor” que cortava o Estado de norte a sul, cruzando diferentes regiões e atingindo, pelo menos, 16 cidades.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O material analisado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) revelou o que hoje é amplamente falado, o nível de organização da facção, que não apenas cadastrava seus integrantes, mas também registrava cidades de atuação, funções internas, números de matrícula, apelidos, datas de ingresso, passagens pelo sistema penitenciário, punições e dívidas.

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As informações estavam em planilhas eletrônicas encontradas apenas em um telefone celular apreendido em 7 de julho de 2020, durante o cumprimento de mandados da Operação Ponto Cego. O aparelho estava com uma mulher investigada por ligação com a organização criminosa e teve o conteúdo acessado com autorização judicial.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), as planilhas reuniam 426 cadastros atribuídos a integrantes do PCC. Depois de cruzar os registros com bancos de dados policiais e penitenciários, os investigadores afirmaram ter identificado 110 membros da facção, vários deles em posições de liderança e atuantes em diferentes regiões sul-mato-grossenses.

Desse grupo, 100 pessoas foram incluídas em denúncias apresentadas à Justiça. O Ministério Público dividiu os acusados em dez ações penais, com dez nomes em cada uma, sob o argumento de que um único processo contra todos poderia comprometer a tramitação e prolongar a instrução criminal.

No mapa, pontos mostram o corredor do PCC identificado pelo Gaeco em 2020

Cadastro – As fichas funcionavam como uma espécie de prontuário interno. Cada integrante podia ser identificado pelo nome, codinome, matrícula, data de “batismo”, padrinhos, cidade de origem e município onde atuava.

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As planilhas também registravam o bairro, as unidades prisionais pelas quais a pessoa havia passado, as últimas funções exercidas, o cargo atual, eventuais punições e valores devidos à organização.

No vocabulário empregado nos registros, a cidade de atuação era chamada de “quebrada atual”, enquanto os presídios apareciam como “faculdades”. O “batismo” indicava a entrada formal do integrante na facção.

O nível de detalhamento mostra que o grupo buscava acompanhar a movimentação de seus membros dentro e fora das prisões. Mais do que uma relação de nomes, o material apresentava uma estrutura com divisão de tarefas, circulação de informações e responsáveis por diferentes territórios.

Não significa, porém, que todas as informações das planilhas tenham sido automaticamente comprovadas. Elas foram usadas pelo Ministério Público como parte do conjunto de indícios, ao lado de registros policiais, dados penitenciários e outras informações.

As defesas contestaram a acusação e sustentaram, em manifestações posteriores, que cadastros e consultas a sistemas oficiais não bastariam, isoladamente, para justificar condenações.

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Homem preso em 2020, durante a pandemia, na operação realizada contra o PCC (Foto: Arquivo)

Disciplina e comando regional – Entre as funções mencionadas no documento nada mudou até hoje. Aparecem “disciplina”, “geral da cidade”, “geral do interior”, “salveiro da disciplinar” e postos ligados a determinadas regiões.

O setor chamado de “disciplina”, conforme a acusação, era responsável por fiscalizar o comportamento dos integrantes e cobrar o cumprimento das regras da facção. Pessoas identificadas nesse núcleo exerciam influência sobre outros membros e participavam do controle interno da organização.

Os “salveiros” eram responsáveis pela transcrição, transmissão e preservação dos “salves”, como eram chamados os comunicados internos. Um dos denunciados foi apontado como integrante do “Salveiro da Disciplinar Rota Norte”, o que indica a existência de comunicação organizada entre integrantes de municípios distintos.

Também aparecem funções como “disciplinar Conesul”, “salveiro da disciplinar regional Conesul” e “geral do interior de MS”. Em um dos casos, Leonardo Estevo, conhecido pelos apelidos “Beiço” e “Don Ruan”, foi apontado como ocupante dessas posições e como integrante da estrutura regional da facção.

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Em manifestação juntada posteriormente ao processo, o próprio acusado confirmou em juízo que integrou o PCC durante alguns meses de 2017 e que foi “batizado” em Mundo Novo.

Presença – Os cadastros mencionam integrantes vinculados a municípios de diferentes regiões, como Campo Grande, Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Aquidauana, Corumbá, Dourados, Nova Alvorada do Sul, Deodápolis, Ivinhema, Naviraí, Itaquiraí, Mundo Novo, Eldorado, Fátima do Sul e Ponta Porã.

Em alguns registros, o integrante era relacionado diretamente ao comando de uma cidade ou região. Em outros, aparecia como responsável pela disciplina de determinado município, bairro ou eixo territorial.

A distribuição dos cargos indica que o PCC procurava organizar sua presença para além de Campo Grande e dos grandes presídios. O mapa incluía cidades da fronteira, do Cone Sul, da região norte e do interior, áreas que têm características distintas, mas importância para a circulação de pessoas, drogas, armas e informações.

O documento, entretanto, retrata o cenário identificado durante uma investigação iniciada em 2020. Ele não permite afirmar, sozinho, que a mesma estrutura, com os mesmos integrantes e funções, permaneça intacta em 2026.

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O que o material demonstra é que, há pelo menos cinco anos, investigadores já apontavam uma rede com funções territoriais e administrativas espalhada por Mato Grosso do Sul.

DOF era mais um braço da ação que envolveu policiais contra facções (Foto: arquivo)
Estrutura – As unidades penitenciárias ocupam espaço relevante nos cadastros. Vários integrantes teriam passado pelo “batismo” enquanto estavam presos, especialmente na Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, na Penitenciária Estadual de Dourados e na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí.

Documentos anexados posteriormente ao processo apontaram ainda que o Raio 2 da Penitenciária Estadual de Dourados concentrava presos considerados integrantes, ex-integrantes ou simpatizantes do PCC.

A presença das unidades nas fichas mostra que a passagem pelo sistema penitenciário era acompanhada pela organização. O material não autoriza concluir que todos os presos dessas alas fossem membros ativos, mas reforça que os presídios faziam parte da lógica de identificação e circulação interna usada pela facção.

A retomada do debate sobre o poder das facções em Mato Grosso do Sul levanta uma pergunta inevitável: o que hoje é percebido como avanço territorial representa uma expansão recente ou a exposição de uma estrutura montada há anos?

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O relatório não responde sozinho. Para medir o cenário atual, seria necessário comparar os dados da investigação com informações atualizadas das forças de segurança, do Ministério Público e da administração penitenciária.

Ainda assim, as planilhas revelam que a organização territorial não nasceu agora. Quando o assunto voltou às manchetes em 2026, o Estado já carregava um diagnóstico antigo: o PCC havia criado um sistema próprio para cadastrar pessoas, distribuir responsabilidades, transmitir ordens e acompanhar integrantes em várias cidades sul-mato-grossenses.

Sentença – A reportagem localizou sete das dez ações penais abertas contra os chamados “100 do PCC”, investigados e denunciados a partir de 2022. Os processos tramitaram na 6ª Vara Criminal de Campo Grande e tiveram sentenças proferidas entre agosto de 2023 e maio de 2025.

Nas sete ações consultadas, 50 réus foram condenados por integrar organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Outros 19 tiveram os processos suspensos, principalmente porque não foram localizados após a citação por edital, e um teve a punibilidade extinta em razão da morte.

A reportagem não encontrou as outras três ações e, por isso, não conseguiu atualizar a situação de 30 dos 100 denunciados.

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As penas variaram de 3 anos e 6 meses a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. A maior parte dos condenados recebeu regime inicial fechado, além do pagamento de multa.

A maior pena identificada no levantamento foi aplicada em setembro de 2023 e chegou a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. Entre os condenados nesse processo estavam Antônio Carlos Portelli e Jinaldo Lopes da Silva Neto, apontados como integrantes com funções de comando na organização.

Em março de 2025, diferentes sentenças aplicaram penas de 6 anos, 10 meses e 14 dias de reclusão a réus como Evanilson Mendonça de Matos, Bruno Dias da Costa e Erick Vilela da Silva.

Na decisão mais recente, de 19 de maio de 2025, a mesma pena foi imposta a integrantes apontados como responsáveis por funções de comando, entre eles Everton Luís da Silva Rezende, João Batista Aguiar Galdino e Luiz Fernando Ferreira. Em todos os casos ainda cabe recurso das condenações.

As decisões descrevem uma estrutura hierarquizada, com integrantes responsáveis pelo comando do grupo e por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, roubos e homicídios. As condenações analisadas, porém, ocorreram principalmente pelo crime de integrar organização criminosa.

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