A Expopar, Feira Agropecuária de Paranaíba (MS), tradicional evento que reúne produtores rurais e apaixonados pelo setor, foi palco de um emocionante julgamento de Nelore Mocho nesta sexta-feira (23). A competição atraiu criadores e espectadores de diferentes regiões do país, ansiosos para acompanhar a avaliação dos exemplares dessa importante raça de gado. Com um júri técnico renomado, o evento proporcionou um verdadeiro espetáculo de beleza, elegância e qualidade genética dos animais participantes.
O julgamento de Nelore Mocho na Feira Agropecuária de Paranaíba foi um momento único para os criadores e amantes da pecuária. A competição destacou-se pela organização impecável, com a seleção criteriosa dos animais inscritos e a presença de juízes experientes, especializados na raça Nelore Mocho.
O produtor de Bela Vista (MS) João Goya já participou diversas vezes da Expopar e falou sobre seu gosto pela raça. “Nelore mocho tem a vantagem de não ter chifre, é um animal que cabe maior quantidade em currais e caminhões e diminui o risco de acidentes”, disse.
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A raça Nelore Mocho é conhecida por sua adaptabilidade às diferentes condições climáticas e pela rusticidade de seus exemplares. Além disso, os animais dessa raça apresentam características genéticas que os tornam ideais para a produção de carne de qualidade, como a precocidade, a capacidade de ganho de peso e a excelente conversão alimentar.
Durante o julgamento, os animais foram avaliados de acordo com critérios específicos, que incluíam a conformação corporal, a musculatura, a expressão racial, a estrutura óssea, a pigmentação e a aparência geral. Os jurados, com base em sua vasta experiência e conhecimento técnico, analisaram minuciosamente cada detalhe, atribuindo pontuações e selecionando os melhores exemplares em cada categoria.
Os criadores que participaram do julgamento tiveram a oportunidade de apresentar ao público suas melhores criações, fruto de anos de trabalho e dedicação. Além da competição em si, o evento proporcionou uma excelente vitrine para os animais, abrindo portas para futuros negócios e parcerias no setor agropecuário.
O público presente na Feira Agropecuária de Paranaíba também pôde desfrutar de uma verdadeira aula sobre a raça Nelore Mocho. Durante o julgamento, foram compartilhadas informações valiosas sobre as características da raça, os avanços genéticos alcançados pelos criadores e as perspectivas para o futuro da pecuária no Brasil.
O julgamento de Nelore Mocho na Feira Agropecuária de Paranaíba foi um evento marcante, que reuniu apaixonados pela pecuária e interessados na genética animal. A competição destacou a excelência dos exemplares da raça e proporcionou uma verdadeira celebração do trabalho árduo e dedicado dos criadores.
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Com a realização desse julgamento, a feira reafirmou seu compromisso em promover a valorização da pecuária e incentivar o aprimoramento genético dos animais, contribuindo para o desenvolvimento do setor agropecuário.
Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.
A Prefeitura de Paranaíba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, informa que estão abertas as inscrições para a tradicional Cavalgada Municipal de Paranaíba, edição 35ª.
Período de inscrição: de 15 de abril a 20 de junho de 2026
Horário: das 07h00 às 12h00
Local: Secretaria Municipal de Cultura
Garanta a participação da sua comitiva em um dos eventos mais aguardados da região e venha celebrar a tradição, a cultura e o espírito sertanejo que marcam a nossa cavalgada.
Atenção: A organização reforça que é expressamente proibido qualquer tipo de maus-tratos aos animais. O respeito e o cuidado com os cavalos são fundamentais para a realização do evento.
Uma iniciativa curiosa e simbólica está conectando o agronegócio à pré-história brasileira. O pecuarista José Roberto Giosa, conhecido pela criação de Nelore Mocho de alta genética, decidiu homenagear o Museu de Paleontologia de Fernandópolis ao batizar um de seus futuros reprodutores como “Baurusuchus do Leblon”.
O nome faz referência ao Baurusuchus, um réptil que viveu há cerca de 85 milhões de anos e é o principal destaque do acervo do museu. Já o “Do Leblon” identifica a linhagem genética selecionada na fazenda do criador, localizada em Paranaíba (MS).
A homenagem surgiu após uma visita de Giosa ao museu, em agosto de 2025. Impressionado com a riqueza dos fósseis encontrados na região, ele decidiu eternizar a experiência no nome do animal — e foi além: presenteou o curador do museu, o professor Carlos Eduardo Maia de Oliveira, conhecido como “Cadu”, com o próprio touro.
Segundo o professor, o gesto foi um dos momentos mais marcantes de sua trajetória na área.
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Apesar da pouca idade, o “Baurusuchus do Leblon” já chama atenção. Com apenas sete meses, o garrote apresenta características que indicam alto potencial genético. De acordo com a veterinária e professora Gabriela de Godoy Coco Arduino, o animal possui excelente estrutura racial, com costelas longas e garupa ampla — atributos valorizados na pecuária de elite.
A genética também reforça a expectativa: o bezerro é descendente da mesma linhagem do touro Ornado do Leblon, grande campeão nacional da ExpoZebu 2015, realizada em Uberaba (MG).
Agora, um novo projeto pretende levar o animal para exposições em Fernandópolis (SP) e Paranaíba (MS). A proposta é apresentar o touro ao lado de réplicas do fóssil que inspirou seu nome, criando uma ponte entre a pecuária de alto padrão e a valorização do patrimônio científico.
Para o professor Cadu, a homenagem vai além do simbolismo. Ela representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido no museu e reforça o orgulho da comunidade em torno de uma descoberta que ganhou destaque internacional.
Imagens de tuiuiús foram registradas neste fim de semana às margens do rio Paranaíba, chamando a atenção pela presença da ave símbolo do Pantanal em nossa região. Também conhecido como jaburu, o tuiuiú é considerado a maior ave aquática voadora das Américas e costuma habitar áreas alagadas, onde encontra alimento com facilidade.
Com plumagem branca, pescoço preto e uma marcante faixa vermelha na garganta, a espécie é uma das mais emblemáticas do Pantanal, mas pode aparecer eventualmente em áreas próximas, como ocorreu no trecho do rio que corta Paranaíba. O registro reforça a diversidade da fauna presente no município e a importância da preservação dos ambientes naturais que servem de refúgio para animais silvestres.
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