Estado
Autor de leis que garantem acessibilidade, Silvio Pitu leva a pauta da inclusão à disputa estadual

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LUIS VILELA
A pauta da acessibilidade e da inclusão da pessoa com deficiência é um dos eixos que Silvio Pitu (PSDB) leva à disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Vereador em Campo Grande há dois mandatos, ele é autor de leis municipais em vigor voltadas a garantir direitos e autonomia a pessoas com deficiência e a suas famílias na Capital.
A mais abrangente delas é a Lei nº 7.092/2023, que assegura prioridade de matrícula na escola da Rede Municipal de Ensino (REME) mais próxima da residência a crianças e adolescentes com deficiência — e também nos casos em que os pais ou responsáveis são pessoas com deficiência ou idosos. Na sequência veio a Lei nº 7.158/2023, que determina a identificação em braile nas portas de gabinetes e repartições públicas municipais, medida que permite à pessoa cega circular pelos prédios públicos sem depender de acompanhamento.
A produção legislativa se estendeu ao esporte e ao reconhecimento de boas práticas. A Lei nº 7.283/2024 incluiu a Semana do Paradesporto no calendário oficial de eventos de Campo Grande, ampliando a visibilidade de atletas com deficiência. Já a Lei nº 7.404/2025 criou o programa Selo Cidade Inclusiva, que reconhece formalmente estabelecimentos e instituições que adotam práticas efetivas de acessibilidade e inclusão no município.
“Acessibilidade não é favor, é direito, que deve ser garantido quando está escrito na lei e é cobrado no dia a dia”, afirma Silvio Pitu. “O que construímos em Campo Grande mostra que é possível avançar. Quero levar essa pauta para a Assembleia Legislativa e trabalhar para que esse tipo de proposição tenha impacto muito positivo na vida do cidadão sul-mato-grossense”, finalizou Pitu.
Da Assessoria
Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.
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Estado
Ao lado de Riedel e Azambuja, Viviane Luiza inicia campanha para deputada federal

Publicado
4 horas atrásem
25/08/2026Por
LUIS VILELA
Viviane Luiza (PSDB), candidata a deputada federal, iniciou oficialmente sua campanha eleitoral neste domingo (16), ao lado do governador de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), e do ex-governador e candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL). A data também marcou a inauguração do comitê de campanha da candidata, em Campo Grande.
Durante o evento, Viviane destacou sua visão sobre a política e a importância de trabalhar próximo das pessoas. “Isso é uma boa política, quando estamos perto de quem mais precisa. Eu acredito em pessoas com sensibilidade e com luta. Política pública é quando faz sentido na prática, na vida das pessoas”.
Ela também comentou sobre o início da trajetória com o governador. “É uma história de lealdade e compromisso. O governador é uma das pessoas responsáveis por eu estar aqui, que acreditou em mim quando eu mesmo não acreditava. A marca dele é o social e não deixar ninguém para trás. A nossa história só está começando. Vamos lutar daqui até 4 de outubro, com muito trabalho, respeito, fé e esperança de que a política seja feita para mudar a vida das pessoas.”
Historiadora, mestre em Desenvolvimento Local, antropóloga e pesquisadora, Viviane construiu sua trajetória profissional na defesa da cidadania, dos direitos humanos e da inclusão. À frente da Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul, tornou-se a primeira secretária estadual da Cidadania do Brasil, onde liderou iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades, inclusão e fortalecimento da cidadania em diferentes regiões do Estado.
Durante a inauguração do comitê, o governador Eduardo Riedel ressaltou a importância do diálogo com a sociedade. “Ela escolheu estar perto dos indígenas, dos quilombolas, dos agricultores, das pessoas que mais precisam. Quando ela assumiu a Secretaria, montou um time fantástico que conseguiu atender e conversar com a sociedade para ganhar voz e transformar isso em uma ação no Estado”.
Riedel também destacou a relação de Viviane com as pessoas e o compromisso com a transformação por meio das políticas públicas. “O que vejo é brilho nos olhos quando ela fala da política pública. Eu conheço sua determinação, sua vontade de trabalhar e do carinho pelas pessoas. Eu consigo enxergar claramente nela uma pessoa que pensa nas pessoas em primeiro lugar.”
O ex-governador, candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja destacou o trabalho de Viviane desenvolvido junto às comunidades indígenas. “Ela estava no Canadá quando a convidamos para desenvolver um trabalho, começando na Aldeia Alves de Barros, em Porto Murtinho. Foi ali que começou a trajetória da Viviane, que é uma pessoa dedicada, que tem coragem e soube aglutinar os segmentos. Eu vi o trabalho dela dando resultado. E é isso que a gente precisa”.
Primeira-dama de Mato Grosso do Sul, Mônica Riedel também participou do evento e destacou a competência de Viviane durante sua atuação na Secretaria. “Eu venho falar da minha amiga, uma pessoa que admiro demais. Ela é uma pessoa sensível, de coração e, acima de tudo, competente. Nos mostrou a competência quando esteve na Secretaria. Tenho certeza de que vai nos representar”.
A ex-senadora Marisa Serrano, presidente do PSDB Mulher Nacional, destacou a importância de uma mulher com a história de Viviane ocupar um espaço na política. “Ela é uma mulher de história de luta e conduta impecável, que vai poder analisar nossos problemas e trazer soluções. Eu tenho certeza de que a Viviane vai fazer isso”.
Na Câmara Federal, Viviane pretende atuar em áreas como educação, inovação, ciência e transformação digital; desenvolvimento regional, sustentabilidade e bioeconomia; saúde e qualidade de vida; cultura; além de cidadania, direitos e inclusão.
A inauguração do comitê marca o início de uma caminhada que, segundo a candidata, pretende aproximar o debate político das necessidades e potencialidades de Mato Grosso do Sul e ampliar, em Brasília, a defesa de oportunidades para a população do Estado.
Viviane Luiza, candidata a deputada federal
Assessoria de Comunicação
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Cidade
Relatório elaborado 6 anos atrás já apontava PCC estruturado em 16 cidades de MS

Publicado
3 semanas atrásem
05/08/2026Por
LUIS VILELA
Anos antes de as facções criminosas voltarem ao centro do debate sobre segurança pública em Mato Grosso do Sul, investigação sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) mostrou uma estrutura organizada e distribuída por “corredor” que cortava o Estado de norte a sul, cruzando diferentes regiões e atingindo, pelo menos, 16 cidades.
RESUMO
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O material analisado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) revelou o que hoje é amplamente falado, o nível de organização da facção, que não apenas cadastrava seus integrantes, mas também registrava cidades de atuação, funções internas, números de matrícula, apelidos, datas de ingresso, passagens pelo sistema penitenciário, punições e dívidas.
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As informações estavam em planilhas eletrônicas encontradas apenas em um telefone celular apreendido em 7 de julho de 2020, durante o cumprimento de mandados da Operação Ponto Cego. O aparelho estava com uma mulher investigada por ligação com a organização criminosa e teve o conteúdo acessado com autorização judicial.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), as planilhas reuniam 426 cadastros atribuídos a integrantes do PCC. Depois de cruzar os registros com bancos de dados policiais e penitenciários, os investigadores afirmaram ter identificado 110 membros da facção, vários deles em posições de liderança e atuantes em diferentes regiões sul-mato-grossenses.
Desse grupo, 100 pessoas foram incluídas em denúncias apresentadas à Justiça. O Ministério Público dividiu os acusados em dez ações penais, com dez nomes em cada uma, sob o argumento de que um único processo contra todos poderia comprometer a tramitação e prolongar a instrução criminal.
No mapa, pontos mostram o corredor do PCC identificado pelo Gaeco em 2020
Cadastro – As fichas funcionavam como uma espécie de prontuário interno. Cada integrante podia ser identificado pelo nome, codinome, matrícula, data de “batismo”, padrinhos, cidade de origem e município onde atuava.
As planilhas também registravam o bairro, as unidades prisionais pelas quais a pessoa havia passado, as últimas funções exercidas, o cargo atual, eventuais punições e valores devidos à organização.
No vocabulário empregado nos registros, a cidade de atuação era chamada de “quebrada atual”, enquanto os presídios apareciam como “faculdades”. O “batismo” indicava a entrada formal do integrante na facção.
O nível de detalhamento mostra que o grupo buscava acompanhar a movimentação de seus membros dentro e fora das prisões. Mais do que uma relação de nomes, o material apresentava uma estrutura com divisão de tarefas, circulação de informações e responsáveis por diferentes territórios.
Não significa, porém, que todas as informações das planilhas tenham sido automaticamente comprovadas. Elas foram usadas pelo Ministério Público como parte do conjunto de indícios, ao lado de registros policiais, dados penitenciários e outras informações.
As defesas contestaram a acusação e sustentaram, em manifestações posteriores, que cadastros e consultas a sistemas oficiais não bastariam, isoladamente, para justificar condenações.
Homem preso em 2020, durante a pandemia, na operação realizada contra o PCC (Foto: Arquivo)
Disciplina e comando regional – Entre as funções mencionadas no documento nada mudou até hoje. Aparecem “disciplina”, “geral da cidade”, “geral do interior”, “salveiro da disciplinar” e postos ligados a determinadas regiões.
O setor chamado de “disciplina”, conforme a acusação, era responsável por fiscalizar o comportamento dos integrantes e cobrar o cumprimento das regras da facção. Pessoas identificadas nesse núcleo exerciam influência sobre outros membros e participavam do controle interno da organização.
Os “salveiros” eram responsáveis pela transcrição, transmissão e preservação dos “salves”, como eram chamados os comunicados internos. Um dos denunciados foi apontado como integrante do “Salveiro da Disciplinar Rota Norte”, o que indica a existência de comunicação organizada entre integrantes de municípios distintos.
Também aparecem funções como “disciplinar Conesul”, “salveiro da disciplinar regional Conesul” e “geral do interior de MS”. Em um dos casos, Leonardo Estevo, conhecido pelos apelidos “Beiço” e “Don Ruan”, foi apontado como ocupante dessas posições e como integrante da estrutura regional da facção.
Em manifestação juntada posteriormente ao processo, o próprio acusado confirmou em juízo que integrou o PCC durante alguns meses de 2017 e que foi “batizado” em Mundo Novo.
Presença – Os cadastros mencionam integrantes vinculados a municípios de diferentes regiões, como Campo Grande, Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Aquidauana, Corumbá, Dourados, Nova Alvorada do Sul, Deodápolis, Ivinhema, Naviraí, Itaquiraí, Mundo Novo, Eldorado, Fátima do Sul e Ponta Porã.
Em alguns registros, o integrante era relacionado diretamente ao comando de uma cidade ou região. Em outros, aparecia como responsável pela disciplina de determinado município, bairro ou eixo territorial.
A distribuição dos cargos indica que o PCC procurava organizar sua presença para além de Campo Grande e dos grandes presídios. O mapa incluía cidades da fronteira, do Cone Sul, da região norte e do interior, áreas que têm características distintas, mas importância para a circulação de pessoas, drogas, armas e informações.
O documento, entretanto, retrata o cenário identificado durante uma investigação iniciada em 2020. Ele não permite afirmar, sozinho, que a mesma estrutura, com os mesmos integrantes e funções, permaneça intacta em 2026.
O que o material demonstra é que, há pelo menos cinco anos, investigadores já apontavam uma rede com funções territoriais e administrativas espalhada por Mato Grosso do Sul.
DOF era mais um braço da ação que envolveu policiais contra facções (Foto: arquivo)
Estrutura – As unidades penitenciárias ocupam espaço relevante nos cadastros. Vários integrantes teriam passado pelo “batismo” enquanto estavam presos, especialmente na Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, na Penitenciária Estadual de Dourados e na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí.
Documentos anexados posteriormente ao processo apontaram ainda que o Raio 2 da Penitenciária Estadual de Dourados concentrava presos considerados integrantes, ex-integrantes ou simpatizantes do PCC.
A presença das unidades nas fichas mostra que a passagem pelo sistema penitenciário era acompanhada pela organização. O material não autoriza concluir que todos os presos dessas alas fossem membros ativos, mas reforça que os presídios faziam parte da lógica de identificação e circulação interna usada pela facção.
A retomada do debate sobre o poder das facções em Mato Grosso do Sul levanta uma pergunta inevitável: o que hoje é percebido como avanço territorial representa uma expansão recente ou a exposição de uma estrutura montada há anos?
O relatório não responde sozinho. Para medir o cenário atual, seria necessário comparar os dados da investigação com informações atualizadas das forças de segurança, do Ministério Público e da administração penitenciária.
Ainda assim, as planilhas revelam que a organização territorial não nasceu agora. Quando o assunto voltou às manchetes em 2026, o Estado já carregava um diagnóstico antigo: o PCC havia criado um sistema próprio para cadastrar pessoas, distribuir responsabilidades, transmitir ordens e acompanhar integrantes em várias cidades sul-mato-grossenses.
Sentença – A reportagem localizou sete das dez ações penais abertas contra os chamados “100 do PCC”, investigados e denunciados a partir de 2022. Os processos tramitaram na 6ª Vara Criminal de Campo Grande e tiveram sentenças proferidas entre agosto de 2023 e maio de 2025.
Nas sete ações consultadas, 50 réus foram condenados por integrar organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Outros 19 tiveram os processos suspensos, principalmente porque não foram localizados após a citação por edital, e um teve a punibilidade extinta em razão da morte.
A reportagem não encontrou as outras três ações e, por isso, não conseguiu atualizar a situação de 30 dos 100 denunciados.
As penas variaram de 3 anos e 6 meses a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. A maior parte dos condenados recebeu regime inicial fechado, além do pagamento de multa.
A maior pena identificada no levantamento foi aplicada em setembro de 2023 e chegou a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. Entre os condenados nesse processo estavam Antônio Carlos Portelli e Jinaldo Lopes da Silva Neto, apontados como integrantes com funções de comando na organização.
Em março de 2025, diferentes sentenças aplicaram penas de 6 anos, 10 meses e 14 dias de reclusão a réus como Evanilson Mendonça de Matos, Bruno Dias da Costa e Erick Vilela da Silva.
Na decisão mais recente, de 19 de maio de 2025, a mesma pena foi imposta a integrantes apontados como responsáveis por funções de comando, entre eles Everton Luís da Silva Rezende, João Batista Aguiar Galdino e Luiz Fernando Ferreira. Em todos os casos ainda cabe recurso das condenações.
As decisões descrevem uma estrutura hierarquizada, com integrantes responsáveis pelo comando do grupo e por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, roubos e homicídios. As condenações analisadas, porém, ocorreram principalmente pelo crime de integrar organização criminosa.
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Cidade
Enfrentamento ao Aedes aegypti começa com a eliminação de criadouros

Publicado
3 semanas atrásem
04/08/2026Por
LUIS VILELA
Reservar alguns minutos por semana para verificar locais que possam acumular água é uma das principais medidas para impedir a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da Zika. Recipientes de diferentes tamanhos podem se tornar criadouros.
Por isso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) orienta que a vistoria seja realizada dentro das residências e também em quintais, jardins, varandas, áreas de serviço, terrenos e demais espaços próximos aos imóveis.
Caixas-d’água sem tampa, calhas obstruídas, pneus, garrafas, vasos de plantas, ralos pouco utilizados, piscinas sem tratamento, recipientes descartáveis e reservatórios de água para animais estão entre os locais que precisam ser verificados.
A eliminação desses pontos interrompe o ciclo de reprodução do mosquito e reduz o risco de transmissão das três doenças.
Cenário epidemiológico
A SES acompanha o cenário epidemiológico e os indicadores de dengue, chikungunya e Zika nos municípios de Mato Grosso do Sul.
De acordo com os boletins epidemiológicos referentes à Semana Epidemiológica 28, publicados em 23 de julho, Mato Grosso do Sul registra 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 9.686 foram confirmados. Também foram confirmados 28 óbitos e 114 casos da doença em gestantes. Um óbito permanece em investigação.
Em relação à dengue, foram registrados 4.718 casos prováveis e 1.815 confirmados. Não há óbitos confirmados pela doença, e dois permanecem em investigação. Os dados são parciais e podem sofrer alterações conforme as informações encaminhadas pelos municípios.
As medidas adotadas para prevenir a dengue e a chikungunya também contribuem para evitar a Zika, uma vez que as três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti.
Em articulação com as Secretarias Municipais de Saúde, o trabalho contempla o monitoramento epidemiológico e entomológico, a emissão de alertas e boletins, o apoio técnico às equipes municipais, a realização de capacitações e supervisões de campo, a vigilância laboratorial, a orientação para a atualização dos planos municipais de contingência e a organização da rede assistencial.
O acompanhamento da presença do mosquito também utiliza armadilhas de oviposição, conhecidas como ovitrampas. A ferramenta auxilia na identificação de áreas com presença do vetor e no direcionamento das medidas de controle.
As arboviroses também foram incluídas nas discussões sobre a revisão do Plano de Contingência Estadual de Eventos Climáticos, relacionado a secas e estiagem, com a definição de ações para o período de El Niño.
Vistoria deve fazer parte da rotina
A orientação é que os moradores realizem a inspeção dos imóveis semanalmente e adotem os seguintes cuidados:
- manter caixas-d’água, cisternas e reservatórios tampados;
- limpar calhas e retirar materiais que impeçam o escoamento da água;
- eliminar a água acumulada nos pratos de vasos de plantas ou preenchê-los com areia;
- guardar garrafas e recipientes com a abertura voltada para baixo;
- lavar os recipientes utilizados para fornecer água aos animais;
- manter piscinas limpas e tratadas;
- descartar adequadamente pneus, embalagens e objetos sem uso;
- verificar ralos, bandejas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado;
- evitar o acúmulo de materiais em quintais e terrenos;
- permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.
A vistoria também deve ser realizada após períodos de chuva e nos locais utilizados para armazenar água.
Atenção aos sintomas
Pessoas que apresentarem febre, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou dores nas articulações devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento.
A busca por atendimento permite avaliar os sintomas e definir a conduta indicada para cada caso.
O controle do Aedes aegypti depende da atuação dos serviços públicos e da participação da população. A retirada semanal de objetos que acumulam água reduz os locais disponíveis para a reprodução do mosquito e deve ser mantida durante todo o ano.
Comunicação SES
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