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Rapaz de 20 anos confessa ter matado homem encontrado em poça de lama

LUIS VILELA

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Foi preso nesta sexta-feira (28) o autor do assassinato de Fernando Pedroso, 40, o “Durex”, ocorrido na noite de terça-feira (25) em Dourados, a 251 km de Campo Grande. Wellington Rodrigues Jones, 20, alegou ter praticado o crime porque a vítima teria passado a mão em suas nádegas.

O corpo foi encontrado na manhã de quarta-feira numa poça de lama, no cruzamento das ruas Aquidaban e Izidro Pedroso, no bairro Chácaras Caiuás, região norte da cidade. Fernando foi morto com pelo menos oito golpes de faca no rosto, na nunca e nos braços.

Wellington Rodrigues Jones foi preso por policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) da 2DP (Delegacia de Polícia) nas imediações da Escola Floriano Viegas Machado, no Jardim Ouro Verde, e levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). A polícia ainda não divulgou mais detalhes do caso.

Segundo familiares, Fernando Pedroso era dependente de bebida alcoólica e de drogas e frequentava de ponto de venda de entorpecentes localizado nas proximidades de onde foi morto. Ele morava com a mãe e na terça-feira teria recebido dinheiro de outro morador do bairro para puxar terra. À noite, saiu de casa e não foi mais visto. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.

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Cidade

Agro de MS multiplica cadeias e transforma produção em indústria

LUIS VILELA

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O agro de Mato Grosso do Sul já não cabe apenas na imagem das grandes lavouras de soja e milho ou do gado espalhado pelas pastagens. Do campo continuam saindo grãos, carne e matéria-prima, mas uma parcela cada vez maior dessa produção percorre outro caminho antes de deixar o Estado: entra em fábricas, movimenta novas cadeias produtivas e se transforma em combustível, energia, óleo, farelo, ração, celulose, couro e uma variedade crescente de produtos.

Ao mesmo tempo, culturas que há poucos anos tinham participação limitada na economia sul-mato-grossense começam a ganhar escala. O amendoim colocou o Estado na segunda posição entre os produtores brasileiros na safra 2024/25, com mais de 56 mil toneladas. A laranja abriu uma nova fronteira agrícola que se aproximava de 35 mil hectares plantados em maio de 2026.

É a diversificação de um agro que continua apoiado em algumas de suas grandes vocações históricas, mas acrescenta novas atividades e, sobretudo, procura transformar dentro do próprio Estado uma parcela maior daquilo que produz.

Para o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, essa mudança de perfil está diretamente relacionada ao avanço da tecnologia, da produtividade e da agroindustrialização.

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“Mostramos que é possível produzir mais e, ao mesmo tempo, preservar. Fizemos da tecnologia uma grande aliada para aumentar a produtividade. A indústria não chegou para disputar espaço com o produtor rural. Pelo contrário, ela agregou valor aos nossos produtos e abriu novos mercados”, afirma.

Do grão ao combustível, da floresta à indústria

A soja ajuda a compreender essa transformação. Além de ser comercializada como grão, entra em cadeias que produzem óleo, farelo e ração animal. O milho, por sua vez, deixou de ter como destino apenas a alimentação e a exportação e ganhou importância como matéria-prima para a fabricação de etanol.

A cana-de-açúcar completa essa estrutura com açúcar, etanol, bioeletricidade e outros derivados.

Mato Grosso do Sul possui atualmente 22 usinas de bioenergia em operação. O setor produz mais de 4 bilhões de litros de etanol por ano e passou a integrar cana e milho em uma cadeia que também avança sobre biogás e biometano.

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É um exemplo claro de como a agroindustrialização modifica o valor econômico de uma safra: em vez de simplesmente transportar a matéria-prima para outros mercados, parte dela passa por transformação industrial ainda em território sul-mato-grossense.

O movimento se repete na cadeia florestal.

Em Ribas do Rio Pardo funciona a maior linha única de produção de celulose do mundo. A fábrica da Suzano possui capacidade instalada para produzir 2,55 milhões de toneladas por ano e nasceu de um investimento superior a R$ 22 bilhões.

Ao redor da celulose surge ainda uma cadeia de fornecedores, logística, energia e serviços. Em Três Lagoas, por exemplo, novos investimentos vêm sendo atraídos justamente para fornecer produtos utilizados pelas próprias fábricas de celulose instaladas na região.

É esse encadeamento que amplia o impacto do agro para além da porteira.

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Novas culturas entram no mapa

A diversificação aparece com ainda mais clareza quando se observa o avanço de culturas que não faziam parte, em grande escala, da paisagem agrícola tradicional de Mato Grosso do Sul.

O amendoim é uma delas.

Na safra 2024/25, a produção estadual ultrapassou 56 mil toneladas, crescimento de 176,37% em relação ao ciclo anterior, levando Mato Grosso do Sul à segunda posição nacional. O crescimento já começa a atrair a etapa seguinte da cadeia: uma indústria de beneficiamento de R$ 30 milhões está prevista para Nova Alvorada do Sul.

A citricultura segue trajetória semelhante.

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Mato Grosso do Sul se aproxima de 35 mil hectares de laranja plantados e passa a ser tratado como uma das novas fronteiras de expansão da citricultura brasileira. Somente em Ribas do Rio Pardo há um projeto superior a 5 mil hectares, enquanto outros investimentos avançam em diferentes municípios.

A expectativa é que o crescimento dos pomares seja seguido também pela industrialização da fruta, reproduzindo uma lógica que já ocorre com grãos, cana e florestas plantadas: produzir, processar e agregar valor dentro do Estado.

Pecuária também muda de perfil

Mesmo a pecuária, uma das atividades econômicas mais antigas de Mato Grosso do Sul, passou por transformação.

O bovino deixou de representar apenas carne. A atividade alimenta uma cadeia em que o couro abastece setores como móveis, calçados e indústria automotiva, enquanto o sebo pode ser utilizado na fabricação de biodiesel.

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Ao lado dos bovinos, avançam ainda outras proteínas animais, como suínos, aves e tilápia. Investimentos recentes incluem expansões da indústria de suínos em Dourados e São Gabriel do Oeste, ampliando a capacidade de processamento instalada no Estado.

O resultado é uma estrutura em que agricultura, pecuária, energia e indústria passam a funcionar de maneira cada vez mais interligada.

Segundo os números apresentados no material, Mato Grosso do Sul reúne hoje dez grandes cadeias produtivas e mais de 8 mil agroindústrias.

Menos espaço por atividade, mais produção por hectare

É dentro dessa transformação — e não como sinal de retração do campo — que deve ser compreendida a mudança no uso das terras de Mato Grosso do Sul.

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Nos últimos 15 anos, a área de pastagens passou de aproximadamente 23 milhões para 18 milhões de hectares.

Parte dessas terras deu lugar a agricultura, florestas plantadas e outras atividades produtivas. Esse deslocamento já vinha sendo identificado há anos pelos levantamentos estaduais: a expansão agrícola ocorreu principalmente sobre áreas anteriormente utilizadas pela pecuária, simultaneamente à adoção de sistemas de produção mais intensivos.

Ou seja, diferentes cadeias passaram a dividir uma base territorial que anteriormente era muito mais concentrada na pecuária extensiva.

Também houve melhora na qualidade das áreas que continuam destinadas ao gado. Dados baseados no MapBiomas apontam que as pastagens consideradas de baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024 — redução aproximada de 52%.

É nesse sentido que Riedel associa o novo perfil do agro a produtividade e tecnologia.

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“Muito antes de ser governador, a gente trouxe aqui para a nossa empresa um modelo que envolve alta produtividade, tecnologia, eficiência e sustentabilidade. E esses conceitos dão uma dimensão do agro em todo o Estado do Mato Grosso do Sul”, afirma.

Preservação entra na equação econômica

O crescimento da produção convive também com uma discussão cada vez mais presente dentro das propriedades: como transformar preservação ambiental em parte da própria economia rural.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, afirma que mais de 300 mil hectares foram regenerados no Estado, em sua maioria dentro de propriedades privadas.

Para o produtor rural Leonardo Leite de Barros, políticas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) representam uma mudança importante porque atribuem valor econômico à preservação.

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“Quando vem o governo e traz uma política pública de primeiro mundo, dizendo: ‘olha, nós estamos reconhecendo que vocês preservaram esse bioma que é tão importante para a humanidade e vocês, portanto, vão receber um dinheiro por essa preservação’, eu acho que é um reconhecimento muito maior do que a questão monetária”, afirma.

A lógica é acrescentar uma nova possibilidade à renda rural: além de receber pelo que produz, o proprietário também pode ser remunerado por serviços ambientais prestados pela conservação de determinadas áreas.

Irrigação e carbono aparecem como próxima fronteira

Para um eventual segundo mandato, Riedel coloca entre seus compromissos ampliar essa transformação por duas frentes: irrigação e valorização econômica da preservação.

O governador afirma que pretende estruturar um grande projeto de incentivo à irrigação, com objetivo de aumentar a segurança hídrica e reduzir a vulnerabilidade da produção às oscilações climáticas.

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Também propõe ampliar os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais e associá-los às oportunidades abertas pelo mercado de carbono.

“Pelo PSA, vamos valorizar ainda mais quem preserva, ampliando a renda do produtor com o crédito de carbono. É esse o futuro que estamos plantando”, afirma.

Depois de décadas em que boa parte da economia rural sul-mato-grossense esteve concentrada em poucas atividades, o campo passa, portanto, por uma mudança de escala e de perfil.

O boi continua importante. A soja e o milho continuam entre as grandes forças da produção. Mas ao redor deles cresceram a celulose, o etanol de milho, a bioenergia, a piscicultura, a suinocultura e novas culturas como amendoim e laranja.

Mais do que substituir uma atividade por outra, a transformação está em multiplicar o que Mato Grosso do Sul consegue produzir a partir de sua terra — e quanto valor consegue acrescentar a essa produção antes que ela atravesse suas fronteiras.

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Destaques

Homem invade escola durante COESPA e causa pânico entre estudantes em Paranaíba

LUIS VILELA

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Um homem foi preso na tarde desta quinta-feira (17) após invadir uma escola municipal portando uma faca de aproximadamente 15 centímetros e causar momentos de tensão entre alunos e professores na região central de Paranaíba.

Segundo informações registradas pela Polícia Militar, o caso começou por volta das 14h45, quando o Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) recebeu uma denúncia pelo telefone 190 informando que um homem estaria circulando pelas ruas da região com uma faca à mostra.

Ainda conforme o relato policial, o indivíduo apresentava comportamento alterado e aparentava estar em surto psicótico. A denúncia informava que ele vestia uma camiseta azul, short cinza e carregava uma sacola preta.

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Uma equipe da Polícia Militar localizou o homem no cruzamento da Rua Bruno Mariano de Farias com a Rua Cassilândia. Ao perceber a aproximação dos policiais, ele teria demonstrado agressividade e fugido em direção à Escola Estadual Inácio.

O suspeito entrou no pátio da unidade por um portão que dava acesso à quadra de esportes. No local, aconteciam atividades da COESPA — Copa Estudantil de Paranaíba — que reunia aproximadamente 100 alunos.

Armado com a faca, o homem entrou na área onde estavam os estudantes.

Diante da gravidade da situação, os policiais da área central solicitaram apoio imediato de duas guarnições da Rádio Patrulha. As equipes realizaram um cerco tático dentro da escola para impedir que o homem avançasse e preservar a segurança dos estudantes.

Segundo a PM, foram dadas ordens para que o suspeito largasse a faca, mas ele não obedeceu e ofereceu resistência.

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Diante do risco iminente, os policiais avançaram de forma tática e conseguiram desarmar e imobilizar o homem no solo, utilizando a força necessária para controlar a situação.

Após ser contido, ele recebeu voz de prisão e foi algemado, conforme os procedimentos previstos, para preservar a integridade física dos policiais, dos estudantes, de terceiros e do próprio conduzido.

A faca, de aproximadamente 15 centímetros, foi apreendida.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis. Conforme a Polícia Militar, ele não apresentava lesões corporais no momento da entrega.

O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.

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Cidade

Falta de energia ainda afeta moradores de Campo Grande dois dias após temporal

LUIS VILELA

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Moradores de Campo Grande ainda enfrentavam problemas no fornecimento de energia elétrica neste sábado (12), dois dias após uma forte tempestade atingir a Capital sul-mato-grossense e provocar estragos em diferentes regiões da cidade.

Segundo levantamento realizado pelo Campo Grande News, a falta de energia foi apontada como o principal transtorno causado pelo temporal. Em enquete, 55% dos participantes escolheram a interrupção ou instabilidade no fornecimento como o maior problema enfrentado.

As reclamações chegaram de moradores de pelo menos 24 bairros, entre eles Vila Adelina, Vila Carvalho, São Francisco, Monte Castelo, Jockey Club, Carandá Bosque, Vila Jacy, Vilas Boas, Moreninha, Jardim Paulista, Buriti, Nova Bahia e Coronel Antonino.

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A queda de árvores foi apontada por 12% dos participantes como principal transtorno, enquanto 11% citaram semáforos desligados e 6% relataram danos em imóveis ou veículos. Outros 16% disseram não ter enfrentado problemas com a tempestade.

O temporal atingiu Campo Grande na tarde de quinta-feira (10). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 83 km/h na Capital. Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indicaram ventos próximos de 100 km/h em alguns pontos.

Em boletim divulgado na manhã deste sábado, a Energisa informou que seguia trabalhando para reparar os danos provocados pelo temporal. De acordo com a concessionária, 95,9% dos clientes que tiveram o fornecimento interrompido já haviam sido atendidos.

Ainda segundo a empresa, cerca de 800 profissionais estavam mobilizados nos trabalhos de recuperação da rede elétrica, incluindo equipes enviadas de outras cidades de Mato Grosso do Sul e de estados como Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.

Entre as regiões apontadas pela concessionária como mais afetadas estavam Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Marli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.

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Apesar do avanço nos reparos, moradore

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