Conecte-se Conosco

Cidade

Idoso perde R$ 5 mil após cair em golpe do falso sequestro em Paranaíba

LUIS VILELA

Publicado

em

Na última quinta-feira (6) um idoso de 79 anos recebeu ligações telefônicas de um número restrito, dizendo que sequestrou o filho dele de 49 e exigindo dinheiro para a liberação.

Sem questionar, a vítima realizou dois pagamentos para um homem em uma conta do Banco do Brasil, no valor de R$ 3 mil e um deposito para outro homem no valor de R$ 2 mil.

A vítima percebeu se tratar de um golpe do falso sequestro quando aleatoriamente seu filho, ligou para ele. Após perceber o golpe os autores continuaram ligando e proferindo ameaças que iriam até a casa da vítima.

Publicidade

Deixe o Seu Comentário

Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.

Cidade

Riedel aposta em novo ciclo para ampliar educação, saúde e oportunidades em MS

LUIS VILELA

Publicado

em

Para uma família, política pública aparece menos nos números do orçamento e mais quando o filho passa o dia na escola, termina o ensino médio com uma profissão, o asfalto chega ao bairro ou existe um leito disponível no hospital.

Foi em torno dessa ideia — transformar crescimento econômico em oportunidades concretas — que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, conduziu boa parte de sua participação na sabatina do Top Mídia News, comandada pelo jornalista Vinicius Squinelo.

Riedel apresentou a atual gestão como parte de um projeto ainda em desenvolvimento. O argumento é que Mato Grosso do Sul entrou em um ciclo de crescimento que precisa ser acompanhado por educação, qualificação profissional, infraestrutura e políticas sociais capazes de alcançar quem ainda permanece à margem.

“Pra que não fique ninguém pra trás”, resumiu. Para o candidato, programas sociais devem funcionar também como ponte para que famílias vulneráveis conquistem renda e autonomia.

Publicidade

Educação para transformar crescimento em oportunidade

Na educação, Riedel afirmou que mais de R$ 1 bilhão foi destinado à estrutura física das escolas estaduais e que mais de 270 das 354 unidades passaram por reestruturação.

Segundo o governador, a melhoria dos prédios faz parte de uma estratégia que combina infraestrutura, valorização dos profissionais, ensino em tempo integral e formação profissional.

Um dos principais destaques foi justamente a expansão da educação profissional.

Riedel disse que, quando assumiu o governo, cerca de 18% dos estudantes do ensino médio participavam de cursos profissionalizantes. Hoje, segundo ele, o percentual está próximo de 60%.

Publicidade

A proposta é aproximar a escola das oportunidades existentes em cada região, com cursos relacionados a setores como comércio, administração, gastronomia, estética, empreendedorismo, agropecuária e floresta plantada.

A ideia é que o estudante deixe a escola não apenas com o diploma, mas com qualificação capaz de ampliar suas chances no mercado de trabalho.

Para um eventual segundo mandato, Riedel defendeu concluir reformas, ampliar o ensino integral e aumentar ainda mais a presença da educação profissional.

Outra frente é a expansão do ensino fundamental em tempo integral na rede estadual, em parceria com os municípios. Segundo o governador, ao assumir mais vagas nessa etapa, o Estado ajuda as prefeituras a direcionar recursos para a educação infantil e as creches.

Hospital Regional deve ampliar capacidade de atendimento

Publicidade

Na saúde, uma pergunta de um morador de Campo Grande trouxe a discussão para o cotidiano. Ele reclamou da falta de medicamentos na atenção básica, embora tenha elogiado os profissionais das unidades.

Riedel reconheceu o problema e diferenciou as responsabilidades municipais na atenção primária do papel do Estado na média e alta complexidade.

Nesse contexto, apontou a transformação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul como uma das principais mudanças em andamento.

Segundo o governador, a unidade passará por remodelação capaz de ampliar em cerca de 60% o número de leitos e praticamente dobrar sua capacidade de atendimento.

Riedel defendeu ainda avanços na regulação dos pacientes e maior integração entre Estado e municípios.

Publicidade

A estratégia, segundo ele, precisa combinar uma atenção básica eficiente, organização das filas e maior capacidade hospitalar para casos de maior complexidade.

Campo Grande terá continuidade de obras

A situação de Campo Grande também ocupou parte importante da sabatina.

Questionado sobre críticas de que o Estado teria reduzido recursos destinados à Capital, Riedel negou que seu governo tenha deixado de atender o município. Argumentou que a divisão das receitas segue critérios institucionais definidos por população, território e participação econômica.

O governador destacou investimentos diretos em infraestrutura urbana e citou obras de pavimentação em bairros como Nova Lima, Moreninhas e Nashville.

Publicidade

Segundo ele, a política faz parte de uma estratégia que alcança os 79 municípios, com investimentos em pavimentação, rodovias, saneamento e infraestrutura.

Riedel reconheceu, porém, que Campo Grande ainda enfrenta problemas estruturais que precisarão continuar sendo enfrentados nos próximos anos.

Segurança na fronteira exige tecnologia e integração

A segurança pública apareceu como um dos principais desafios.

Mato Grosso do Sul possui extensa fronteira com Paraguai e Bolívia e convive com rotas usadas pelo tráfico internacional de drogas. Riedel relacionou parte da violência registrada no Estado à disputa entre facções pelo domínio desses corredores.

Publicidade

O candidato afirmou que pretende manter investimentos em tecnologia, infraestrutura, qualificação e efetivo das polícias Militar e Civil, além de ampliar a integração com instituições federais.

Também cobrou maior participação da União no policiamento de fronteira, lembrando as atribuições da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas.

“Não vamos abrir mão desse status de um Estado seguro”, afirmou.

Eventos climáticos exigem obras estruturais

Os temporais recentes também entraram na entrevista.

Publicidade

Riedel afirmou que os sistemas estaduais de alerta estão funcionando, mas defendeu combinar prevenção e capacidade rápida de reconstrução.

Segundo ele, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Agesul foram mobilizados para auxiliar municípios atingidos. Em Campo Grande, criticou a demora no restabelecimento da energia depois dos temporais e disse ter cobrado respostas da Energisa.

Para o governador, entretanto, a resposta mais importante está no planejamento de longo prazo.

Obras de drenagem, organização do fluxo das águas e investimentos urbanos capazes de tornar as cidades mais resistentes aos eventos extremos devem ganhar espaço crescente.

“Não é um trabalho de curto prazo”, reconheceu.

Publicidade

Compliance e combate à corrupção

Outro tema abordado diretamente foi o combate à corrupção.

Questionado sobre irregularidades investigadas no sistema de regulação da saúde, Riedel afirmou que servidores ou ocupantes de cargos públicos envolvidos em suspeitas devem ser afastados para permitir o avanço das investigações.

“Nós temos tolerância zero com a corrupção ou com o malfeito”, declarou.

O governador destacou a atuação da Controladoria-Geral do Estado e a integração com Ministério Público, Gaeco, Polícia Civil e outros órgãos.

Publicidade

Segundo os números apresentados na entrevista, 189 empresas foram sancionadas nos últimos três anos por irregularidades administrativas e aproximadamente R$ 25 milhões foram recuperados.

Riedel ressaltou que essas sanções não significam necessariamente casos de corrupção, mas também descumprimentos administrativos identificados pelos mecanismos de controle.

Para um eventual novo mandato, a proposta é fortalecer essa rede, inclusive na prevenção de irregularidades.

Norte do Estado busca novas vocações

A sabatina também abordou o desenvolvimento da região norte.

Publicidade

Questionado sobre a situação de Coxim, Riedel reconheceu que municípios como Sonora, Pedro Gomes, Coxim e Rio Verde não receberam até agora empreendimentos de grande porte capazes de acelerar a transformação econômica na mesma intensidade observada em outras regiões.

O governador argumentou, porém, que existe um movimento em curso.

Citou a recuperação de dois frigoríficos em Coxim, os efeitos regionais do crescimento de São Gabriel do Oeste e a expansão das florestas plantadas.

Para os próximos anos, colocou infraestrutura e turismo entre os caminhos para diversificar a economia.

“Não adianta a gente achar que vem alguém de fora resolver o problema da comunidade. O problema da comunidade vai ser desabrochado ali de dentro e o nosso papel é dar suporte e apoiar”, afirmou.

Publicidade

Relação institucional acima das diferenças partidárias

A disputa presidencial também apareceu na entrevista.

Riedel reafirmou seu apoio a Flávio Bolsonaro, mas disse que suas diferenças políticas em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva não impediram a construção de uma relação administrativa entre Mato Grosso do Sul e o Governo Federal.

Segundo ele, houve respeito institucional e nenhuma retaliação por suas posições políticas.

Embora tenha feito críticas à política econômica federal, Riedel separou a divergência partidária das parcerias institucionais mantidas entre Estado e União.

Publicidade

Crescimento precisa chegar às famílias

Ao final da sabatina, Riedel voltou ao argumento que atravessou toda a entrevista.

Rodovias, pavimentação, saneamento, escolas, hospitais e atração de investimentos não seriam objetivos isolados.

“Tudo isso é meio”, afirmou.

O objetivo, segundo o governador, é melhorar as condições de vida.

Publicidade

Riedel citou a redução da taxa de pobreza de 21,3% para 17,7%, a melhora da renda e o desempenho do mercado de trabalho como resultados desse processo.

Também colocou a mobilidade social no centro de sua defesa da continuidade do projeto, destacando a possibilidade de crianças de famílias de baixa renda encontrarem, ao longo da vida, escola, qualificação e emprego capazes de ampliar suas perspectivas.

É nessa combinação que o candidato constrói o argumento da reeleição.

Nos primeiros quatro anos, afirma ter concentrado esforços em infraestrutura, atração de investimentos, modernização dos serviços e educação. Para um segundo mandato, a proposta apresentada é ampliar o alcance dessas políticas e fazer com que o crescimento econômico seja percebido cada vez mais na vida cotidiana.

“Tudo isso é que deu essa condição para o nosso Estado”, afirmou Riedel. “Olhando para a frente, eu quero potencializar isso para gerar qualidade de vida para a nossa gente.”

Publicidade

Fotos: Bruno Rezende

Deixe o Seu Comentário

Continue Lendo

Cidade

Agro de MS multiplica cadeias e transforma produção em indústria

LUIS VILELA

Publicado

em

O agro de Mato Grosso do Sul já não cabe apenas na imagem das grandes lavouras de soja e milho ou do gado espalhado pelas pastagens. Do campo continuam saindo grãos, carne e matéria-prima, mas uma parcela cada vez maior dessa produção percorre outro caminho antes de deixar o Estado: entra em fábricas, movimenta novas cadeias produtivas e se transforma em combustível, energia, óleo, farelo, ração, celulose, couro e uma variedade crescente de produtos.

Ao mesmo tempo, culturas que há poucos anos tinham participação limitada na economia sul-mato-grossense começam a ganhar escala. O amendoim colocou o Estado na segunda posição entre os produtores brasileiros na safra 2024/25, com mais de 56 mil toneladas. A laranja abriu uma nova fronteira agrícola que se aproximava de 35 mil hectares plantados em maio de 2026.

É a diversificação de um agro que continua apoiado em algumas de suas grandes vocações históricas, mas acrescenta novas atividades e, sobretudo, procura transformar dentro do próprio Estado uma parcela maior daquilo que produz.

Para o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, essa mudança de perfil está diretamente relacionada ao avanço da tecnologia, da produtividade e da agroindustrialização.

Publicidade

“Mostramos que é possível produzir mais e, ao mesmo tempo, preservar. Fizemos da tecnologia uma grande aliada para aumentar a produtividade. A indústria não chegou para disputar espaço com o produtor rural. Pelo contrário, ela agregou valor aos nossos produtos e abriu novos mercados”, afirma.

Do grão ao combustível, da floresta à indústria

A soja ajuda a compreender essa transformação. Além de ser comercializada como grão, entra em cadeias que produzem óleo, farelo e ração animal. O milho, por sua vez, deixou de ter como destino apenas a alimentação e a exportação e ganhou importância como matéria-prima para a fabricação de etanol.

A cana-de-açúcar completa essa estrutura com açúcar, etanol, bioeletricidade e outros derivados.

Mato Grosso do Sul possui atualmente 22 usinas de bioenergia em operação. O setor produz mais de 4 bilhões de litros de etanol por ano e passou a integrar cana e milho em uma cadeia que também avança sobre biogás e biometano.

Publicidade

É um exemplo claro de como a agroindustrialização modifica o valor econômico de uma safra: em vez de simplesmente transportar a matéria-prima para outros mercados, parte dela passa por transformação industrial ainda em território sul-mato-grossense.

O movimento se repete na cadeia florestal.

Em Ribas do Rio Pardo funciona a maior linha única de produção de celulose do mundo. A fábrica da Suzano possui capacidade instalada para produzir 2,55 milhões de toneladas por ano e nasceu de um investimento superior a R$ 22 bilhões.

Ao redor da celulose surge ainda uma cadeia de fornecedores, logística, energia e serviços. Em Três Lagoas, por exemplo, novos investimentos vêm sendo atraídos justamente para fornecer produtos utilizados pelas próprias fábricas de celulose instaladas na região.

É esse encadeamento que amplia o impacto do agro para além da porteira.

Publicidade

Novas culturas entram no mapa

A diversificação aparece com ainda mais clareza quando se observa o avanço de culturas que não faziam parte, em grande escala, da paisagem agrícola tradicional de Mato Grosso do Sul.

O amendoim é uma delas.

Na safra 2024/25, a produção estadual ultrapassou 56 mil toneladas, crescimento de 176,37% em relação ao ciclo anterior, levando Mato Grosso do Sul à segunda posição nacional. O crescimento já começa a atrair a etapa seguinte da cadeia: uma indústria de beneficiamento de R$ 30 milhões está prevista para Nova Alvorada do Sul.

A citricultura segue trajetória semelhante.

Publicidade

Mato Grosso do Sul se aproxima de 35 mil hectares de laranja plantados e passa a ser tratado como uma das novas fronteiras de expansão da citricultura brasileira. Somente em Ribas do Rio Pardo há um projeto superior a 5 mil hectares, enquanto outros investimentos avançam em diferentes municípios.

A expectativa é que o crescimento dos pomares seja seguido também pela industrialização da fruta, reproduzindo uma lógica que já ocorre com grãos, cana e florestas plantadas: produzir, processar e agregar valor dentro do Estado.

Pecuária também muda de perfil

Mesmo a pecuária, uma das atividades econômicas mais antigas de Mato Grosso do Sul, passou por transformação.

O bovino deixou de representar apenas carne. A atividade alimenta uma cadeia em que o couro abastece setores como móveis, calçados e indústria automotiva, enquanto o sebo pode ser utilizado na fabricação de biodiesel.

Publicidade

Ao lado dos bovinos, avançam ainda outras proteínas animais, como suínos, aves e tilápia. Investimentos recentes incluem expansões da indústria de suínos em Dourados e São Gabriel do Oeste, ampliando a capacidade de processamento instalada no Estado.

O resultado é uma estrutura em que agricultura, pecuária, energia e indústria passam a funcionar de maneira cada vez mais interligada.

Segundo os números apresentados no material, Mato Grosso do Sul reúne hoje dez grandes cadeias produtivas e mais de 8 mil agroindústrias.

Menos espaço por atividade, mais produção por hectare

É dentro dessa transformação — e não como sinal de retração do campo — que deve ser compreendida a mudança no uso das terras de Mato Grosso do Sul.

Publicidade

Nos últimos 15 anos, a área de pastagens passou de aproximadamente 23 milhões para 18 milhões de hectares.

Parte dessas terras deu lugar a agricultura, florestas plantadas e outras atividades produtivas. Esse deslocamento já vinha sendo identificado há anos pelos levantamentos estaduais: a expansão agrícola ocorreu principalmente sobre áreas anteriormente utilizadas pela pecuária, simultaneamente à adoção de sistemas de produção mais intensivos.

Ou seja, diferentes cadeias passaram a dividir uma base territorial que anteriormente era muito mais concentrada na pecuária extensiva.

Também houve melhora na qualidade das áreas que continuam destinadas ao gado. Dados baseados no MapBiomas apontam que as pastagens consideradas de baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024 — redução aproximada de 52%.

É nesse sentido que Riedel associa o novo perfil do agro a produtividade e tecnologia.

Publicidade

“Muito antes de ser governador, a gente trouxe aqui para a nossa empresa um modelo que envolve alta produtividade, tecnologia, eficiência e sustentabilidade. E esses conceitos dão uma dimensão do agro em todo o Estado do Mato Grosso do Sul”, afirma.

Preservação entra na equação econômica

O crescimento da produção convive também com uma discussão cada vez mais presente dentro das propriedades: como transformar preservação ambiental em parte da própria economia rural.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, afirma que mais de 300 mil hectares foram regenerados no Estado, em sua maioria dentro de propriedades privadas.

Para o produtor rural Leonardo Leite de Barros, políticas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) representam uma mudança importante porque atribuem valor econômico à preservação.

Publicidade

“Quando vem o governo e traz uma política pública de primeiro mundo, dizendo: ‘olha, nós estamos reconhecendo que vocês preservaram esse bioma que é tão importante para a humanidade e vocês, portanto, vão receber um dinheiro por essa preservação’, eu acho que é um reconhecimento muito maior do que a questão monetária”, afirma.

A lógica é acrescentar uma nova possibilidade à renda rural: além de receber pelo que produz, o proprietário também pode ser remunerado por serviços ambientais prestados pela conservação de determinadas áreas.

Irrigação e carbono aparecem como próxima fronteira

Para um eventual segundo mandato, Riedel coloca entre seus compromissos ampliar essa transformação por duas frentes: irrigação e valorização econômica da preservação.

O governador afirma que pretende estruturar um grande projeto de incentivo à irrigação, com objetivo de aumentar a segurança hídrica e reduzir a vulnerabilidade da produção às oscilações climáticas.

Publicidade

Também propõe ampliar os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais e associá-los às oportunidades abertas pelo mercado de carbono.

“Pelo PSA, vamos valorizar ainda mais quem preserva, ampliando a renda do produtor com o crédito de carbono. É esse o futuro que estamos plantando”, afirma.

Depois de décadas em que boa parte da economia rural sul-mato-grossense esteve concentrada em poucas atividades, o campo passa, portanto, por uma mudança de escala e de perfil.

O boi continua importante. A soja e o milho continuam entre as grandes forças da produção. Mas ao redor deles cresceram a celulose, o etanol de milho, a bioenergia, a piscicultura, a suinocultura e novas culturas como amendoim e laranja.

Mais do que substituir uma atividade por outra, a transformação está em multiplicar o que Mato Grosso do Sul consegue produzir a partir de sua terra — e quanto valor consegue acrescentar a essa produção antes que ela atravesse suas fronteiras.

Publicidade

Deixe o Seu Comentário

Continue Lendo

Cidade

Governo de MS reconhece emergência em Campo Grande após temporal

LUIS VILELA

Publicado

em

O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu nesta quarta-feira (16) situação de emergência em após o temporal que atingiu a cidade no dia 10 de setembro e derrubou diversas árvores, danificou casas e telhados e deixou inúmeras pessoas sem energia elétrica por mais de 3 dias.

Segundo o decreto publicado e assinado por Eduardo Riedel (PP), o reconhecimento da emergência levou em consideração o severo evento meteorológico caracterizado por tempestade local/convectiva, acompanhada de fortes rajadas de vento, que atingiu diversas regiões de Campo Grande.

Assim, o evento adverso provocou expressivos danos materiais, ambientais, econômicos e sociais, atingindo imóveis públicos e particulares, a infraestrutura urbana e as vias públicas do município

 

Publicidade

Em parecer técnico, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil relata a ocorrência desse desastre no município e é favorável ao reconhecimento da declaração de “Situação de Emergência”, com base nos dados constantes no Sistema Integrado de Informações de Desastres -S2ID, Processo MS-F-5002704-13215 20260910.

Portanto, fica reconhecida, pelo prazo de 180 dias, a situação de emergência declarada pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio do Decreto nº 16.735, de 11 de setembro de 2026, nas áreas do município afetadas por desastre classificado e codificado como Tempestade Local Convectiva – Vendaval, COBRADE 1.3.2.1.5, conforme Portaria nº 260, de 2 de fevereiro de 2022, do Ministério do Desenvolvimento Regional, e suas alterações, e das informações registradas no Fide (Formulário de Informações do Desastre), do Sistema Integrado de Informações Sobre Desastre.

Governo de MS reconhece emergência em Campo Grande após temporal

 

Escola Municipal Arlindo Lima teve danos durante o temporal. (Fala Povo, Jornal Midiamax)

Com o decreto, foi autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem, sob a coordenação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

Autorizou-se, ainda, a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e a realização de campanhas de arrecadação de recursos perante a comunidade, com o objetivo de facilitar as ações de assistência à população afetada pelo desastre, sob a coordenação da Coordenadoria.

“Ficam autorizadas as autoridades administrativas e os agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres, em caso de risco iminente, a: I – adentrar nas casas, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação; II – usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”, diz trecho do decreto.

Publicidade

 

O decreto de situação de emergência dispensa licitação nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares. A medida deve ser adotada apenas para aquisição dos bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 1 ano, contado da data de ocorrência da emergência ou da calamidade, vedadas a prorrogação dos respectivos contratos e a contratação de empresa já contratada.

Deixe o Seu Comentário

Continue Lendo
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Policial

Estado1 semana atrás

Criança de 3 anos morre após ser atropelada em Costa Rica neste domingo

Uma criança de apenas 3 anos morreu após ser atropelada por um veículo na tarde deste domingo (13), em Costa Rica,...

Cidade2 meses atrás

Relatório elaborado 6 anos atrás já apontava PCC estruturado em 16 cidades de MS

Anos antes de as facções criminosas voltarem ao centro do debate sobre segurança pública em Mato Grosso do Sul, investigação...

Cidade4 meses atrás

PRF apreende 304 Kg de maconha em Paranaíba (MS)

Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 304 quilos de maconha, nesta terça-feira (26), em Paranaíba (MS). Durante fiscalizações na BR-158, os...

Cidade4 meses atrás

HOMEM COM MANDADO DE PRISÃO POR TRÁFICO DE DROGAS É PRESO EM PARANAÍBA

A Polícia Civil, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Paranaíba, efetuou nesta terça-feira (26) a prisão de...

Cidade4 meses atrás

Aparecida do Taboado: PM age rápido e prende mulher em flagrante após furtos em sequência

Aparecida do Taboado (MS) – Na manhã desta segunda-feira (18/05), a Polícia Militar prendeu uma mulher em flagrante após cometer...

Cidade4 meses atrás

PM apreende ferramentas e materiais elétricos de origem suspeita em rodovia de Paranaíba

Paranaíba (MS) – Na madrugada da última sexta-feira (15/05), a Polícia Militar realizou a abordagem de um motociclista que transportava...

Cidade4 meses atrás

Prefeitura divulga lista de pré-selecionados do Minha Casa Minha Vida

A Prefeitura Municipal divulgou a lista de pré-beneficiários selecionados para a 2ª Etapa do Programa Minha Casa Minha Vida –...

Cidade4 meses atrás

Homem morre após atropelamento no Bairro Daniel V em Paranaíba

Na madrugada deste sábado (09), a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de atropelamento no Bairro Daniel V,...

Cidade5 meses atrás

Caminhoneiro é preso após danificar fios e semáforo no centro da cidade

Caminhão de carga provoca danos em estruturas públicas e privadas e condutor é encaminhado à Delegacia.A Polícia Militar atendeu, na...

Cidade6 meses atrás

Mulher morre após colisão entre bicicleta elétrica e carro em Paranaíba

Uma mulher morreu após se envolver em um acidente de trânsito entre uma bicicleta elétrica e um carro, em Paranaíba....

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Mais Lidas